sexta-feira, 18 de julho de 2014

EXPOIMP....uma derrocada garantida

EXPOIMP nome de referencia como sendo uma das maiores feiras agropecuária do norte nordeste, no período da feira uma semana inteira parecia pouco para eventos. Eram shows da melhor categoria da musica nacional, leiloes, rodeios que atraia peões de todas as regiões do Brasil, torneios leiteiros, parque com brinquedos e a velha e romântica roda gigante com outros atrativos para públicos de todas as idades. Foi um marco que podemos chamar de anos dourados de Imperatriz.
Dentro da estrutura do parque de exposições, tecia-se uma teia de oportunidades de bons negócios para todos, uma vez que o objetivo da EXPOIMP era atrair um público para geração de bons negócios, do pipoqueiro, sorveteiro aos grandes stands faturavam o suficiente para disputar uma vaga de expositor. Numa época de poucos veículos, comparado com a frota atual, havia engarrafamentos gigantescos para uma cidade que nem sequer sabia o que era um congestionamento. Perdia-se horas na fila tanto na via marginal como na BR, mas tudo isso não era incomodo nem um pouco uma população local e regional ansiosa em consumir, passear pelas avenidas do parque, namorar, exibir suas roupas, botas, chapéus, etc. reinava o verdadeiro estilo country e o consumo não se restringia somente ao interior do parque, o período da exposição aquecia o mercado hoteleiro, lojas de roupas das mais sofisticadas as modinhas mais populares, salões de beleza dentre outros seguimentos. Caminhar pelas avenidas do parque era uma verdadeira disputa por espaços. Parecia um formigueiro humano. As administrações eram certeiras nas decisões quanto a programação dos eventos, bons e velhos tempos.
Hoje a realidade é muito diferente, a administração do parque, a cada ano consegue numa perfeita maestria afastar cada vez mais o público. A (des) organização parece ser feita somente para uma minoria, sendo que até aqueles com melhores condições financeiras reclamam. A programação cultural, que outrora gerava grandes expectativas, não tem mais tanta importância, barraqueiros desanimados a cada noite e ao final reclamam de cansaço e pouco lucro. Grandes marcas reclamam de ter noite com apenas 8 pessoas visitando o stand. Por sua vez, os visitantes são extorquidos logo na portaria diante do preço cobrado para acesso ao parque, fazendo com que um pai de família com filhos desista diante do alto valor.
As falhas são muitas e vista por todos, do pequeno ao maior expositor e a mais grave está na gestão de um parque que leva seu legado a base da arrogância e pretensão. Como se não bastasse eleva-se o idealismo ultrapassado com a ideia de que pra alguém ganhar o outro tem que perder, porque o que vale é o lucro desmedido. Não há respeito pelo direito de escolha do consumidor, uma vez que pagou para entrar no parque, sendo submetido a consumir, se assim quiser, uma única marca de bebida pelo simples fato desta marca ser a patrocinadora do evento ou melhor dizendo, ter comprado da administração do parque o direito de monopolizar a venda. E os consumidores, aonde fica a liberdade da livre escolha?

Não sou profeta, mas vamos há uma profecia simples e de fácil visão. Se continuar neste ritmo, com esse ideal egocêntrico, arrogante e ignorante de administração, no máximo em 10 anos, o parque Lourenço Vieira será grande para uma pequena exposição.

2 comentários:

Anônimo disse...

Grande verdade, só descordo nos anos de sua previsão. Acho que bem antes a feira será fadada ao fracasso.

Lauro Pinheiro disse...

Meu amigo, há três ou quatro anos que não sei o que se passa dentro da Expoimp,nunca mais me senti atraído por esse evento, que fascinava tanto o imperatrizense.
Um fraterno abraço.