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terça-feira, 16 de agosto de 2011

ATACADÃO e MIX - O tiro de misericórdia no mercadinho de Imperatriz

Quando publiquei aqui no blog em dezembro de 2010 uma matéria questionando sobre o fim do mercadinho de Imperatriz, alguns céticos não acreditaram.

Por muito tempo, diante de várias reclamações sobre o caos que é o mercadinho, houve inúmeras promessas de gestores públicos em organizar e ate mesmo transferir o dito pra outro local, como foi o caso do ex-prefeito Jomar Fernandes, que mencionou transferir para a Av. JK. Talvez tenha sido ate melhor pra ele como prefeito não ter tentado, pois, provocaria muita confusão e mexeria com gente grande. Seria a meu ver mexer em casa de maribondo asa branca. Agora, a lei natural do mercado esta fazendo a vez, e ninguém pode reclamar. Tipo “decifra-me ou te devorarei”. Neste caso, o velho mercadinho está sendo devorado aos poucos.

O formato “atacarejo” visa atender as compras maiores das famílias, mas que acabam atendendo consumidores institucionais como mercearias, mercadinhos, lanchonetes, bares, restaurantes, hotéis, hospitais e outros grandes. O objetivo é atender novos consumidores com lojas de preços baixos e custos operacionais menores.  O interesse de gigantes do setor pela região norte já chegou à nossa cidade com a instalação do Atacadão (bandeira do Carrefour), somada a ampliação do Mix Mateus, que abriu a maior loja do Maranhão.

Eu mencionei que O atacarejo daria uma nova vida ao comercio local, atraindo comerciantes de várias regiões circunvizinhas e é exatamente isso que esta ocorrendo. Pra se ter uma idéia do grau de atuação do setor, tem comerciante do norte do Pará comprando em Imperatriz.

E velho atacado tradicional do mercadinho? A velha guarda acreditou que os pequenos comerciantes continuariam optando pela desorganização, calor, vendedores jurássicos e carrancudos que achavam estar fazendo um favor ao atender, demora no atendimento, trânsito caótico e falta de estacionamento. Quanto a esse ultimo os donos de armazém, ainda insistem em ocupar as poucas vagas com seus veículos colocando-os em frente seus depósitos de forma a não perder de vista, tirando assim, o espaço que poderia ser dedicado a um cliente.

Enquanto isso, as lojas do atacarejo (Atacadão e Mix Mateus), oferecem amplo estacionamento, ar refrigerado, maior mix de produto, praticidade e liberdade de escolha sobre o que se quer levar, ambiente limpo, segurança, melhores preços e outros mais.

Sobre o Atacadão, sua história teve inicio em 1962 na cidade de Maringá, no Paraná. Era um pequeno negocio que vendia produtos em consignação como sardinha, queijo, banha e outros. Com a necessidade de expansão, em 1976 a matriz foi transferida para São Paulo determinado o crescimento do negocio: Abertura de novas filiais. Aprimoramento da linha de produtos e fortalecimento do relacionamento com clientes e fornecedores.

Nos Anos 90 expandiu seus horizontes com a abertura de nova empresa a Royal Brasil. Uma nova empresa do grupo com foco a administração de imóveis, bem como os projetos e execução de obras das novas lojas. Com o reconhecimento nacional, o Atacadão conquistou alguns prêmios no ramo, ocupando uma posição entre as 5 maiores empresas do país em seu segmento alem de ser reconhecida entre as 100 maiores e melhores empresas do país em razão de seu porte e faturamento. Sendo adquirido pelo grupo Carrefour em Maio de 2007.

Em Imperatriz, fica localizado na Rod. BR 010 KM, em frente o Freitas Park, a empresa busca oferecer aos seus clientes,uma linha de produtos compostos por gêneros alimentícios, industrializados, frios, laticínios, hortifrutigranjeiro, higiene e limpeza, doces, biscoitos, bebidas, artigos de uso e consumo em geral. A loja esta configurada no sistema de Auto Serviço e os produtos são disponibilizados em embalagens fechadas, fracionadas ou em unidades. O grande atrativo do Autosserviço está na variedade de produtos, estoque, preço justo e o conforto de um layout projetado para proporcionar maior praticidade, facilidade e fluxo rápido permitindo a significativa economia de tempo.

Com cerca de 250 colaboradores que desempenha diversas funções, o grande diferencial que o Atacadão Auto Serviço tem em relação aos seus concorrentes está no preço, praticidade de atendimento o cliente, principalmente para quem vem de cidades vizinhas que não tem que se submeter ao trânsito caótico do centro da cidade.
Imperatriz por sua posição geográfica estratégica com relação à eqüidistância de algumas capitais como São Luis, Teresina, Belém, Palmas, torna-se um Centro de Distribuição para as próximas Lojas da Rede Atacadão, que, de acordo com informações, o grupo Carrefour pretende explorar ao máximo a região Norte do País. O grande potencial de mercado está nas cidades circunvizinhas como Açailandia, Estreito, Buriticupu, Paragominas, Parauapebas, Marabá.

Alguns dos Pontos Fortes Atacadão.

1. Preços baixos;
2. Variedades em Produtos;
3. Flexibilidade no Atendimento “Auto Serviço”;
4. Localização Privilegiada;
5. Estacionamento para carros de Pequeno e Grande Porte;
6. Flexibilidade de negociações de grande volume;
7. Layout padronizado;
8. Grande volume de estoque;
9. Representante das Maiores e Melhores marcas de produtos do Brasil e Exterior;
10. Investimento em mão-de-obra qualificada.

Pontos Fracos.
1. Pouco conhecimento da Região.
2. Só vende avista.
3. Não disponibiliza de um setor de Eletroeletrônicos.
4. Pouco investimento em mídia.
5. Não disponibilizar recursos para eventos de cunho cultural e patrocínios em geral;
6. Não disponibiliza sacolas aos clientes, o que tem causado alguns constrangimentos.

6 comentários:

Janio Carlos disse...

O que o Atacadão e o Mix Mateus oferecem ao varejista ainda é muito pouco pra competir com a robustez do mercadinho.
O Atacadão só serve pra quem tem carro e dinheiro no bolso pra comprar a vista.

No entorno de Imperatriz existem cerca de 30 feiras livres, espalhadas por vários municípios incluindo as pequenas mercearias pode-se chegar ao número de 1200 comerciantes em potencial, todos fidelizados no mercadinho, comprando fiado, às vezes recebendo na porta. E eu te pergunto: O Atacadão faz entrega em São Pedro d'Agua Branca?

Acho que não!

Será que o Atacadão vende tudo que encontra no mercadinho?

Te sempre aquela frase: "No mercadinho, a gente encontra de tudo."

Raízes, verduras de todas as espécies, artigos de couro e artesanato.

Não só para os comerciantes mas também para todos que vivem do coração da Imperatriz, o Mercadinho em muitas vezes é a opção mais em conta para comer, trocar dinheiro, trocar produtos (troca-troca), compra e venda de usados.

Arrumadores, transporte alternativo da praça união, táxis na Ben. Leite.

Acho que existe um público que talvez nunca pise no Atacadão!

Projeto Albânia disse...

Bom dia meu caro colega, mas achei sua materia muito pré concebida, ou seja muito voltada para esse tal de atacadão.
das dua uma... ou eles estão te pagando pra vc publicar esta materia ou voce realmente esta com a razão.. Particularmente fico com a primeira.
Abraços.

Vilson Santos disse...

Caro Janio Carlos,
Primeiramente obrigado pela visita ao meu blog, seu comentário é valido e oportuno.
No entando, quando falo do fim do mercadinho, me refiro, principlamente aos que por muito tempo dominaram aquele setor. Façamos uma retrospectiva do que era o setor no passado. É a lei natural da evolução, veja também o que escrevi no artigo anterior, falo exatamente isso, que os pequenos vão continuar, mas de forma segmentada. Na realidade muitos dos que ali estão ou ate os que sairam, não estavam preparados pra modernidade do atacarejo. Quanto ao fato de veículos, permita-me corrigir, não é bem verdade que os modelos MIX e TACADÃO são somente pra quem tem condução própria, se tiver a oportunidade de ficar a observar, vai ver que tem muita gente indo de taxi, onibus e Van.

Um grande abraço!

Vilson Santos disse...

Ao Projeto Albania.
Bom dia!

Seria ate de bom grado se houvesse uma remuneração pelas minhas publicações, infelizmente não há.

Quanto ao termo pre-concebida, fica a critério da imaginação de cada leitor. Sou um pesquisador e professor da area de negocios, então, parto do principio da máxima " A Cezar o que é de Cezar". Não vejo motivos em não esclarecer os fatos pesquisados sobre determinada materia expondo os pontos positivos e negativos. Tal ação não invalida a neutralidade da ciência. O que está exposto, são resultados de pesquisa sobre a empresa, que muitos desconhecem sua origem, como também pesquisa junto a clientes.
Diante do exposto, então, sugiro que realmente voce continue com a segunda opção.

Antonio Filho disse...

Caro Vilson, primeiro parabéns pelo belo artigo.
Concordo com voce, o mercadinho há muito vem perdendo seu fôlego.
Infelizmente aquele que deveria ser um centro modelo de abastecimento e distribuição de produtos alimentícios e outros, nunca recebeu dos governantes a atenção que necessita.
Não existiu e nem existe um prefeito com a coragem de derrubar aquilo tudo lá e erguer um mercado municipal de vergonha, com 2 ou 3 pavimentos, com estacionamento subterrâneo, áreas de recuo, organização do trânsito com ampliação das vias no entorno, com disciplina no trânsito aplicando multas severas a estas carretas que destroem o asfalto que os contribuintes imperatrizenses pagam a cada 6 meses.
Eu queria ver um prefeito com coragem de fazer isso, organizar o mercadinho por setores, como existe em cidades do porte de Imperatriz.
a cada gestão que passa, entra um mais covarde e medroso do que o outro, este último agora quer legalizar os ambulantes, com certeza os que praticam esse comércio no mercadinho serão contemplados com essa nova medida covarde e humilhante.
Nada contra os ambulantes, organizemos eles, em locais apropriados, o que não se pode é esse caos urbano criado em decorrência desse setor, além é claro da concorrência completamente desleal.
afinal, quanto pagam de tributos municipais, água, luz, fone, funcionários, os ambulantes de Imperatriz?
Quanto geram em riqueza, quanto produzem para o desenvolvimento de nossa cidade... - ENQUANTO NÃO FOR ORGANIZADO, A REPOSTA É - NADA -.
Os ambulantes e a maioria dos comerciantes do mercadinho (em especial da Aquiles Lisboa), são mal educados, grossos mesmo, exploradores e desonestos.
Quanto ao ATACADÃO CARREFOUR, quero somente acrescentar aos teus PONTOS FRACOS - a falta de cadeira de rodas elétrica para pessoas, que como eu, tem limitação motora e gosta de comprar, tem prazer e necessidade de ir ao supermercado.
Fui uma vez lá, para NUNCA MAIS, porque além de não ter a cadeira, procurei reclamar, me deixaram esperando o gerente EM PÉ, de muletas, por 40 MINUTOS.
O Fato de eles não darem sacolas plásticas, eu considero louvável, porque disciplina e conscientiza o povo de preservarmos o meio ambiente.
Para mim, o Mateus bate de 10 x 0 em atendimento, em todos os Mateus que vou, tem a minha cadeira, a uso a vontade e as vezes com auxílio de funcionários, além de poder usar meu cartão de crédito e ainda poder dividir em até 3 vezes.
Ainda assim, eu penso que pode ser melhorado.
O ATACADÃO, apesar de conhecer (morei 6 anos em Fortaleza), foi uma decepção pra mim, porque observei que eles não evoluíram com o tempo e nem se adaptam à realidade do mercado local onde existem suas lojas.
Finalizando, o mercadinho deve deixar de existir mesmo, é uma vergonha e um antro de negócios ilegais e muitas vezes depósito de produtos de crime.
Organização já.

Antonio Filho

Antonio Filho disse...

Caro Vilson, primeiro parabéns pelo belo artigo.
Concordo com voce, o mercadinho há muito vem perdendo seu fôlego.
Infelizmente aquele que deveria ser um centro modelo de abastecimento e distribuição de produtos alimentícios e outros, nunca recebeu dos governantes a atenção que necessita.
Não existiu e nem existe um prefeito com a coragem de derrubar aquilo tudo lá e erguer um mercado municipal de vergonha, com 2 ou 3 pavimentos, com estacionamento subterrâneo, áreas de recuo, organização do trânsito com ampliação das vias no entorno, com disciplina no trânsito aplicando multas severas a estas carretas que destroem o asfalto que os contribuintes imperatrizenses pagam a cada 6 meses.
Eu queria ver um prefeito com coragem de fazer isso, organizar o mercadinho por setores, como existe em cidades do porte de Imperatriz.
a cada gestão que passa, entra um mais covarde e medroso do que o outro, este último agora quer legalizar os ambulantes, com certeza os que praticam esse comércio no mercadinho serão contemplados com essa nova medida covarde e humilhante.
Nada contra os ambulantes, organizemos eles, em locais apropriados, o que não se pode é esse caos urbano criado em decorrência desse setor, além é claro da concorrência completamente desleal.
afinal, quanto pagam de tributos municipais, água, luz, fone, funcionários, os ambulantes de Imperatriz?
Quanto geram em riqueza, quanto produzem para o desenvolvimento de nossa cidade... - ENQUANTO NÃO FOR ORGANIZADO, A REPOSTA É - NADA -.
Os ambulantes e a maioria dos comerciantes do mercadinho (em especial da Aquiles Lisboa), são mal educados, grossos mesmo, exploradores e desonestos.
Quanto ao ATACADÃO CARREFOUR, quero somente acrescentar aos teus PONTOS FRACOS - a falta de cadeira de rodas elétrica para pessoas, que como eu, tem limitação motora e gosta de comprar, tem prazer e necessidade de ir ao supermercado.
Fui uma vez lá, para NUNCA MAIS, porque além de não ter a cadeira, procurei reclamar, me deixaram esperando o gerente EM PÉ, de muletas, por 40 MINUTOS.
O Fato de eles não darem sacolas plásticas, eu considero louvável, porque disciplina e conscientiza o povo de preservarmos o meio ambiente.
Para mim, o Mateus bate de 10 x 0 em atendimento, em todos os Mateus que vou, tem a minha cadeira, a uso a vontade e as vezes com auxílio de funcionários, além de poder usar meu cartão de crédito e ainda poder dividir em até 3 vezes.
Ainda assim, eu penso que pode ser melhorado.
O ATACADÃO, apesar de conhecer (morei 6 anos em Fortaleza), foi uma decepção pra mim, porque observei que eles não evoluíram com o tempo e nem se adaptam à realidade do mercado local onde existem suas lojas.
Finalizando, o mercadinho deve deixar de existir mesmo, é uma vergonha e um antro de negócios ilegais e muitas vezes depósito de produtos de crime.
Organização já.

Antonio Filho