terça-feira, 30 de agosto de 2016

A FORÇA DA MULHER


A FORÇA DA MULHER

Por Clara Costa
As mulheres tem sido um dos maiores exemplos de superação da atualidade, elas aos poucos ultrapassam barreiras e conquistam cada vez mais seu espaço implantando um papel essencial para a formação de uma sociedade. A sensível figura feminina foi sendo remodelada a partir do século XIX, quando as mulheres começaram a contestar contra a ideia de inferioridade, exigindo a princípio, igualdade nos direitos de voto e oportunidade de exercer tarefas que antes não era a elas permitido. A participação das mulheres na sociedade se tornou cada vez mais clara e presente seja nas grandes empresas, instituições educacionais, na contribuição para a economia e na política.
A figura que me refiro neste texto, é uma mulher de hábitos simples, mas de decisões firmes. Natural da pequena cidade onde se costuma dizer que no coração do Maranhão bate Tuntum. Passou os primeiros anos de sua vida em Grajaú (MA), porém, escolheu Imperatriz para desenhar e fazer sua história. Aqui, foi vendedora de loja, atendente de bilheteria de cinema (Cine Marabá), estagiária de contabilidade, bancaria e professora. Graduou-se em História pela Universidade Estadual do Maranhão dedicando-se dentro e fora da sala de aula. A formação e o trabalho como professora intensificou o desejo de cada vez mais trabalhar em algo que viesse a contribuir para o desenvolvimento de pessoas, assim, o sonho vira realidade, em 1982, fundou ate então a modesta Escola Santa Luzia. O trabalho árduo e incansável, com dedicação, compromisso social e um olhar a frente de seu tempo, resultou-lhe a condecoração de “Mulher Empreendedora”, titulo reconhecido pelo SEBRAE entre as dez do Brasil.
Estou falando de Mirian Reis, mãe, mulher, empresaria, educadora, empreendedora. Casada há 38 anos, ela divide com o marido Alberto as atividades administrativas da escola. Mãe de três filhas, todas formadas e casadas. Católica herdou do pai a crença em Deus e respeito ao próximo e de sua mãe, trás o exemplo de luta, a importância do valor da mulher como dona de casa esposa e a sensibilidade e a percepção feminina.
Da modesta escolinha, o Santa Luzia passa a ser referencia com investimento no que há de mais moderno na educação para crianças e adolescentes, adotando métodos eficazes, associados a profissionais qualificados.
Admiradora de Madre Teresa de Calcutá e Margaret Thatcher, minha entrevistada dedica parte de sua vida a militar em atividades sociais exerceu o cargo público de secretaria Municipal de Desenvolvimento Social no governo do atual prefeito Sebastião Madeira, recebendo pelo serviço público o Selo UNICEF como a cidade que cuida das crianças.
Miriam eleva sempre a família e o bem querer ao próximo, principalmente as pessoas carentes. Para ela, o olhar no futuro deve ser voltado para as crianças de agora, cuidando, orientando e consequentemente prevenindo. “Todo esforço deve ser feito no educar para que a criança não precise de ação social no futuro. Isso é prevenir e sai muito mais barato”.
Com habilidade e muita destreza Miriam sempre conseguiu com eficiência desenvolver as tarefas que lhes são propostas e encara os desafios com naturalidade e desempenho, e mais uma vez esta aceitando um grande desafio compor a uma chapa para ocupação do cargo de administração do município de Imperatriz como vice-prefeita.  

sábado, 6 de agosto de 2016

GRUPO LIRA....UMA VISÃO ALÉM DO SEU TEMPO



 GRUPO LIRA....UMA VISÃO ALÉM DO SEU TEMPO


Enquanto alguns comerciantes tentam fugir da concorrência, abrindo seus negócios longe dos demais do mesmo segmento, outros se lançam bem no meio deles pra competir.  
Enquanto alguns economizam ate no cafezinho, outros fazem de tudo para oferecer o que dispõe de melhor, dentro de suas condições.
Enquanto alguns acham que investir em pessoal é despesa, outros encaram como um grande investimento ter pessoas competentes e educadas pra atender bem.
Enquanto alguns utilizam ate os espaços das calçadas destinadas aos pedestres/clientes com exposição de produtos, outros criam, inovam em oferecer conforto e comodidade pra quem procura seus serviços e produtos.
Enquanto alguns encaram a propaganda como despesa, e ate digo que é verdade, se a propaganda for feita de forma errada, direcionada no canal de comunicação errado, horário, e público errado. Outros procuram manter viva sua marca na mente do consumidor o ano todo através da comunicação.
E é exatamente nesse segundo time de pessoas com visão de futuro que se inseri o Grupo Lira, uma empresa com visão além de seu tempo. A primeira loja foi MOTOR DIESEL, que iniciou com apenas dois funcionários. Atualmente já conta com quase trezentos colaboradores.
Com estratégias sempre inovadoras, o grupo Lira destaca-se mais uma vez. Um investimento que para muitos poderia ser despesa, para João Lira, é um diferencial. Refiro-me a criação do estacionamento para veículos destinado aos clientes, construído numa área totalmente conturbada e de difícil acesso de vagas, pois além de não ter nenhum estacionamento particular, as ruas são extremamente estreitas. Todos que frequentam o centro comercial de autopeças penam na hora de estacionar seu veiculo para comprar um produto naquela localidade.
Vendo essa dificuldade de seus clientes, o grupo Lira, criou um estacionamento exclusivo com capacidade para 38 veículos. Em conversa com a gerente de crédito e cobrança, Ludiana Cortez, esta me informou que os clientes do GRUPO LIRA podem estacionar gratuitamente, seja pra fazer orçamento, compra, devolução de peças, troca, efetuar pagamentos, etc. 

Ao entrar com seu veiculo no estacionamento  é gerado um ticket, que receberá um carimbo de liberação após o atendimento em uma das lojas do grupo. Caso o consumidor compre em outras lojas do setor entroncamento que não seja do GRUPO, pagará normalmente pelo tempo de uso do estacionamento no valor de mercado.
Além do serviço de estacionamento gratuito, existe no local um funcionário exclusivo para orientar e direcionar o cliente para uma das lojas do grupo. Ou seja, alguém capacitado e orientado a prestar suporte de modo atencioso e caloroso, tanto  na chegada quanto na saída. O que é tipico e marca registrada do grupo Lira; atendimento prestativo e cortês de seus colaboradores. 

quinta-feira, 21 de julho de 2016

VIVA CIDADÃO X CALÇADÃO DE IMPERATRIZ ...Mudanças, benefícios e polêmicas.


VIVA CIDADÃO X CALÇADÃO DE IMPERATRIZ
Mudanças, benefícios e polêmicas.

O Viva Cidadão de Imperatriz funcionava em uma única unidade no centro da cidade desde o ano 2000, atualmente a unidade atende cerca de 20 municípios além de outras cidades do Maranhão pessoa dos estados do Para e Tocantins também procuram o órgão para a retirada de documentos.
O Viva Cidadão é de responsabilidade do governo do estado e no mês de julho foi anunciado a mudança de local de funcionamento da Rua Godofredo Viana para o Imperial Shopping, fato este que a principio gerou polêmica entre alguns usuários, ambulantes, fotógrafos de plantão, moto taxistas com ponto fixo e a classe empresarial dos arredores, principalmente do calçadão. O ápice da questão por parte dos comerciantes do calçadão, centro comercial tradicional da cidade, é que a vinda de pessoas de municípios vizinhos que buscam o atendimento do órgão ajudava na movimentação econômica do local e com a transferência haverá prejuízos consideráveis.
No dia 11 deste mês às 19h no Centro de Convenções de Imperatriz, houve uma reunião, diga-se de passagem, um tanto conturbada com a classe representativa do comercio que tinha como objetivo prestar esclarecimentos sobre a decisão de transferência. Apesar das alegações do diretor do Procon/Viva Cidadão sobre os pontos positivos como conforto, segurança aos usuários e redução de gastos que atualmente segundo informações chegava estava na ordem de R$ 76 mil para o funcionamento no antigo prédio, agora será reduzida para R$ 20 mil reais, uma economia de 74%, houve resistência na comunicação e a insatisfação não foi contida.
O que seria pra ser uma reunião de negociações entre poder público e classe representativa, quase que se transforma num ringue. Os ânimos se exaltaram e culminou num bate boca entre o diretor do Procon/Viva, Sr. Duarte Junior e o presidente da Associação dos Lojistas do calçadão Sr. Marcone Marques. Ao contrario do que muitos esperavam, o diretor do VIVA apresentou um comportamento contrário ao que manda os princípios da boa diplomacia, principalmente em período eleitorais. De acordo com relatos, além de fazer questão de não ouvir a classe representativa do comercio, o Sr. Duarte Junior demostrou intolerância aos argumentos apresentados, somados a uma dose de arrogância e prepotência na forma de conduzir a reunião. Como se estivesse envolvido num sarcófago de auto suficiência, o nobre representante do VIVA, foi inflexível e fez questão de enfatizar que a decisão da transferência do VIVA era fato consumado e pronto.
O Viva cidadão já esta funcionando no Imperial Shopping e quem procura atendimento recebe o beneficio com desconto no estacionamento com a apresentação do cupom de atendimento, o custo é de R$ 1,50 para moto e R$ 2,50 para veículos. Com a mudança o numero de guichês de atendimentos dobrou de 30 para 60 e o horário de atendimento também sofreu mudanças. Agora é das 10h às 22h.
É natural toda mudança trazer resistências, polemicas, insatisfações, mas também oportunidades. As pessoas precisam saber se adaptar diante das transformações do mercado; a cada mudança, a cada atualização ou extinção de serviços, é imprescindível rever conceitos e estar aberto para outras oportunidades. Os perdedores de amanhã serão aqueles que não querem se adaptar às novas tendências, novas realidades. Os ganhadores serão aqueles que se mostram disponíveis e abertos para assimilar o novo. Serviços dentro de grandes Shoppings é perfeitamente normal em grandes centros urbanos, por gerar conforto, segurança, comodidade, opções diversificadas aos usuários. Imperatriz também não poderia ser diferente.
Com relação à necessidade de mudança e transferência do órgão, não há nada de errado, segundo o principio da eficiência na gestão pública em que se faz necessário, por parte dos governantes, adoção de critérios de conveniência e oportunidade, atendendo à economicidade, de modo a assegurar continuidade, regularidade e confiabilidade nos serviços públicos.
O erro, pelo visto, esta apenas nos personagens que conduzem os fatos.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Novela maranhense tem lançamento oficial em Balsas.



Terra Nova

Todo sonho é possível!
A cidade de Balsas, localizada a 389 km de Imperatriz, foi palco de um evento que oxalá entre para a história. O que outrora não passava de um sonho, na noite do dia 16 de julho (sábado), foi realizado no clube da AABB, a festa de lançamento de uma verdadeira obra prima genuinamente maranhense. Convidados presentes presenciaram o resultado de um trabalho árduo de dificuldades, poucos recursos, porém muita força de vontade, dedicação, perseverança, compromisso e uma grande vontade de ver o sonho sair do papel e tornar-se realidade. Tanto por parte do autor, atores, atrizes como também parceiros.
Foi nesta noite sublime que a cidade de Balsas presenciou o lançamento oficial para o mundo de TERRA NOVA, a primeira novela local produzida no interior do Maranhão. Seu enredo é de origem sertaneja, envolvendo brigas, traições, cultura, ódio, paixões, luta pelo poder, amor e um tema bastante atual, a corrupção na esfera politica. Nada a desejar para as grandes produções nacionais.
Com trilha de abertura feita por artista da terra, figurino, fotografia, trilha sonora, imagens, edição e interpretação em perfeita harmonia, tudo com riqueza de detalhes. A abertura de Terra Nova  mexeu com a emoção dos convidados e a reação foi imediata, a pequena mostra de uma grande produção cinematográfica da teledramaturgia foi reconhecida pelo público que ao término da exibição do thriller, aplaudiu de pé por alguns minutos interruptamente. TERRA NOVA, na sua simplicidade e grandiosidade, fez o público se emocionar.
“Terra Nova” foi possível, porque alguém sonhou e ousou. Este alguém que no seu dia a dia costuma usar a inteligência para criar e desenvolver atividades inovadoras e mesmo quando parecia já ter feito de tudo ainda foi capaz de surpreender. Este homem é Nonato Nogueira, um maranhense simples, natural de Fortaleza dos Nogueiras, interior do estado do Maranhão, criado pela avó Dilmira Cardoso que ainda adolescente despertou o interesse pela arte cênica e começou a participar de vários movimentos teatrais. A afinidade com a escrita teve início ao ser contratado pelo primeiro canal de televisão de Balsas.
Na TV sempre procurou estar adiante do seu tempo, criando e inovando seu jeito simples de se comunicar com o povo, de coração bondoso e a serviço dos menos favorecidos praticando a caridade sempre que possível. Nonato acredita que seu trabalho são sopros divinos através de anjos de luz que lhe inspiram a cada projeto e foi aí que teve um sonho de escrever um drama, uma novela. E ao clarear do dia, não perdeu tempo, começou a trabalhar em busca da concretização.
Com poucos recursos, foi em busca parcerias com amigos, empresários, voluntários e como ele mesmo diz, quem mais quisesse entrar nessa “loucura”. Comprou uma câmera e começou a montar o elenco com amigos de teatro (um bando de loucos) e outros jovens que aos poucos foram se identificando e dando vida aos personagens.  Além de escrever, Nonato dirigiu pessoalmente cada sete de gravação que pela dificuldade de equipamento, às vezes levava mais de seis horas para concluir uma cena. Somando no total mais de 04 anos de gravações ate o desfecho final.
 “Terra Nova” é o resultado brilhante desse “bando de loucos magníficos”. É o composto de um homem, sua fé, sua determinação, força de vontade e companheirismo.
Pela grandeza da obra, “TERRA NOVA” de um sonho à realidade, vai ser um grande sucesso que ultrapassará barreiras do ceticismo, cruzar fronteiras e ganhar o carinho do povo.  A conclusão do projeto ganhou patrocínio do Grupo Mateus e do governo do Estado através da lei de incentivo a cultura.

Parabéns aos atores e atrizes que acreditaram e embarcaram no sonho de Nonato Nogueira e fizeram este brilhante trabalho que com certeza renderá bons frutos.

POLITICA I


Oratória na Política

Falar em público não é apenas falar alto para todos ouvirem – e isto é o mais se vê - Falar em público é sustentar outro tipo de comunicação, diferente da forma usual. O que torna o ato de falar em público uma arte é que nele, contrariamente à representação teatral, o conteúdo da comunicação é variável, de livre determinação do orador, e o interesse da plateia não está previamente assegurado, pela sua mera presença. Conseguir ser ouvido, reter a atenção, emocionar pessoas, persuadi-las com argumentos, são desafios que se renovam sempre, na medida em que muda a plateia. Com relação ao discurso politico, alguns cuidados são imprescindíveis.

Primeiramente, o orador deve ter consciência do que deseja transmitir. Organizar mentalmente sua mensagem, ideias e apresentar de forma clara e convincente. Esta mensagem deve receber um destaque no discurso equivalente à força persuasiva que você deseja que ela tenha para seus ouvintes. O discurso político em campanha tem múltiplos públicos, cada público é sempre diferente do outro. Isto não significa mudar a mensagem, o discurso básico. Significa que a mensagem deve ser adaptada como relevância dos assuntos a serem abordados, tempo, tipo de linguagem, para o público específico e real que esta a ouvir.
Em segundo lugar, criar um clima para lançar a ideia é uma excelente ferramenta. Fazer uma preparação prévia, criar um clima para que ela seja apresentada no momento certo para produzir o efeito desejado. Esta criação pode ser feita apresentando estatísticas (simples de lembrar), ou contando uma estória, ou usando um fato recente de conhecimento do público, ou ainda dramatizando o problema para dar atrativo à solução. Ao falar sobre um problema, o ideal é começar relacionando-o com a vida das pessoas, da comunidade; valorizar o problema, descrever, ilustrar, apresentar exemplos (as pessoas tendem a dar mais atenção à doença e aos seus sintomas, do que à cura); a seguir fazer um diagnóstico preciso; para só depois apresentar a sua solução, da forma mais atraente, resolutiva, viável e realista, fazendo com que as pessoas visualizem os benefícios concretos que advirão da solução proposta.
É importante criar uma relação com o público, uma sintonia com o olhar. Alternar o olhar para diferentes lados, concentrando em grupos de pessoas. Estes grupos que recebem o seu olhar direto tendem a reagir primeiro à sua fala e responder com reações que se estendem para o conjunto. Uma reunião política sempre possui seus imprevistos. É o som que falha, o público é maior/menor que o previsto, é a súbita mudança do clima, é a luz que falta, até os imprevistos provocados pela audiência como brigas e discussões, o bêbado de plantão, provocações de adversários etc. Navegue em meio a estes imprevistos com bom humor, paciência e serenidade. Seu objetivo é conseguir fazer passar sua mensagem, mesmo diante de dificuldades inesperadas. Por isto, encontrar um vínculo emocional é tão importante. Atenção emocional não significa pieguice. Se você iniciar seu discurso falando sobre um assunto relevante para eles e que vá ao encontro de um sentimento forte que nutrem (temor, preocupação, indignação, desejo, esperança etc), você com certeza terá maior chance de conseguir a atenção do público e ser ouvido.
Cuidado com o fato de deixar as pessoas esperando. Pontualidade não tem a ver diretamente com discurso em si, mas tem muito a ver com o estado de espírito do seu público. Pessoas reunidas por muito tempo, esperando tendem a desenvolver um desanimo para com quem vai falar. Não precisa ser uma pontualidade britânica, mas o atraso não deve exceder 30 minutos. Outro fator importantíssimo é cuidado com a referência pessoal aos líderes locais - As pessoas que se reuniram para ouvi-lo foram, na sua maioria, levadas por lideranças locais. O momento do encontro com o candidato é também, para estas lideranças, a oportunidade de provar pares que são conhecidos, respeitados e possuem acesso ao candidato. Sua referência a eles (todos, se algum for omitido ele não esquecerá) é indispensável para que continuem trabalhando na campanha com entusiasmo. Finalmente, a entrada e saída do candidato são também parte do ato público. Cumprimente o máximo possível de pessoas ao entrar sem deixar de avançar em direção ao local do discurso. Tenha a seu lado, na entrada e na saída, um ou mais assessores para receber bilhetes, pedidos, recomendações, pedidos de encontro etc. Na saída, dependendo do tempo disponível, cumprimente o máximo de pessoas que puder. 
Entregue aos assessores a ingrata tarefa de interromper suas conversas, insistindo que você já está atrasado para o próximo compromisso. Instrua seus assessores para que eles peçam às pessoas que colaborem com você, para poder cumprir sua agenda. Você deve dar a impressão às pessoas que falam com você que tem todo o tempo do mundo para elas. São os assessores que, queixando-se de você ("Se a gente não forçar ele não sai daqui, é sempre assim..."), conseguirão tirá-lo da situação, deixando ainda a impressão de que você queria continuar lá, falando com eles.

sábado, 13 de junho de 2015

Perda do mandato de Deputado ou Senador: Um embate entre o Supremo Tribunal Federal e o Congresso Nacional

O artigo 55 da Constituição Federal Brasileira de 1988, trás uma questão polemica quanto à perda do mandato de Deputado Federal ou Senador, entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional. No caso dos incisos III, IV e V da constituição, a perda do mandato se dará por declaração ou formalização da mesa. Já os incisos I, II e VI, dependem da vontade da maioria absoluta da casa em questão.
O que diz os incisos polêmicos:
Art.55 - Perderá o mandato o Deputado ou Senador:
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
Vamos a uma analise mais detalhada: Se há uma condenação criminal por parte do Supremo Tribunal Federal contra um deputado ou senador, estes, por força do inciso IV, já teria a suspensão dos direitos políticos e consequentemente a perda do mandato por uma declaração/formalização da mesa. Percebe-se aqui uma contradição do texto constitucional, tendo em vista que, diante de uma sentença transita em julgada pelo STF, a perda do mandato não acontece automaticamente. Tal decisão vai depender da vontade da maioria absoluta da respectiva casa. Ou seja, o deputado ou senador, pode ate ser condenado criminalmente, mas seus pares é que vão decidir se haverá perda do respectivo mandato.
Neste caso podemos chegar ao absurdo de uma hipotética situação em que um deputado seja condenado pelo STF, cumprindo pena no regime de acordo com a pena e, no entanto continua no cargo para o qual foi eleito.
Tem-se aqui, uma verdadeira afronta ao poder judiciário brasileiro. Uma antítese aos princípios fundamentais da carta magna.
A própria Constituição Federal no seu artigo 2º, que trata dos princípios fundamentais diz que:
“São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

Como assim independentes? Essa independência, só se aplica a quem não faz parte do Congresso Nacional? Ao invés de independência, será que não há um verdadeiro atrelamento a subserviência aos interesses grupais e pessoais? A Constituição Federal Brasileira já está em vigor há 27 anos e tem muitos artigos que requerem regulamentação. Há de se pensar...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

“TPM”: Licença para matar?


Por: Larissa Siqueira Farias.

A tensão pré- menstrual é o conjunto de sintomas diversos (alteração hormonal, emocional e até física) que muitas mulheres sentem no período que antecede a menstruação.
Em cada mulher, a temida “TPM” se manifesta de forma bastante variada, sobretudo, em relação a intensidade. O que muitos homens (e até algumas mulheres) não sabem é que esta tensão pode ser sentida de maneira tão exacerbada que torna-se algo patológico.
Segundo Mara Diegoli, médica coordenadora do Centro de Apoio à Mulher com Tensão Pré-Menstrual do Hospital das Clínicas da Universidade São Paulo, "Tensão pré-menstrual, ou TPM, é o nome que se dá a uma série de sintomas que se manifestam antes da menstruação. Mas, é preciso estarmos atentos: eles têm de sumir com a menstruação. Caso não desapareçam, não se trata de tensão pré-menstrual. Os sintomas são variados: irritabilidade, depressão, dor nas mamas e agressividade, que pode e deve ser controlada. Dor de cabeça é outra queixa frequente. A mulher também chora fácil sem saber exatamente por quê e pode explodir sem motivo."
É neste último sintoma que vou me ater neste momento. Será que essa explosão justifica o cometimento de um crime? Isso torna esta mulher inimputável, ou seja, incapaz de responder criminalmente por seus atos?
Na verdade, a TPM não é uma licença para matar, independentemente do estado em que ela se manifeste no organismo da autora do crime.
O que ainda pode ser considerado é este transtorno ser tido como um fator relevante do crime cometido sob a égide da chamada Violenta Emoção.
Emoção é um rompante psíquico capaz de produzir reações extremas na personalidade. Sendo ela violenta, pode levar o indivíduo a praticar atos que até então pareciam improváveis.
Este rompante emocional, para ser considerado uma atenuante, ou seja, uma circunstância capaz de diminuir a pena aplicada, deve, necessariamente, ter sido provocado por um ato injusto da vítima. Vale ressaltar, que este ato deve ser injusto, mas não implica dizer que deve ser tido como crime. Para a autora do crime, um simples ato emulativo já poderá ser suficiente para causar-lhe a injusta provocação.
Através de uma interpretação literal do texto da lei, pode-se concluir que essa violenta emoção deve ocorrer em um determinado lapso temporal, que não indica, necessariamente, uma medida de tempo, mas sim uma relação de continuidade, e em reação a algo ocorrido anteriormente.
A influência da Violenta Emoção pode levar o indivíduo a cometer o crime por um ímpeto. É o que a doutrina chama de crime em curto- circuito, delito explosivo ou de vontade instantânea. O agente tem plena consciência do seu ato e do caráter ilícito dele, porém, por um impulso, uma manifestação súbita e violenta, o agente pratica o crime, movido pela emoção.
Quando o sujeito sofre esta alteração de estado emocional após injusta provocação da vítima, passa por um enorme abalo. O legislador devidamente reconheceu tamanha perturbação na estrutura humana, abrandando a pena de quem comete um delito nestas condições. Caberá, então, ao Magistrado valorar a provocação efetuada e o nível de comoção sofrida para, então, decidir, de acordo com o caso concreto e por informações periciais, se está ou não diante de um crime cometido sob a égide da violenta emoção.
Portanto, o crime cometido por mulher no período da “TPM” por si só não é tese defensiva. Deve-se comprovar que este distúrbio é patológico e que contribuiu diretamente para o rompante violento que levou ao cometimento do crime. 
Assim, nestes casos específicos, a Tensão Pré- Menstrual pode ser uma atenuante da pena. Além disso, o juiz ainda poderá impor um tratamento a base de progesterona a ser realizado mensalmente no período próximo ao menstrual, sempre supervisionado pela Justiça. Mas, em hipótese alguma, a “TPM” será sinônimo de licença para matar.
FONTE: http://miguellenges.jusbrasil.com.br

quinta-feira, 2 de abril de 2015

Redução da maioridade penal

O que se vê cotidianamente e a cada dia com maior frequência nos noticiários, são menores de idade envolvidos em crimes inclusive os considerados hediondos. Impera na sociedade um clamor e um sentimento de impunidade e o governo, gigante adormecido, não cabe mais a inercia e a negligencia de que nada esta acontecendo. A questão é... a redução da maioridade penal, rebaixando a idade de responsabilidade penal para dezesseis anos, assunto em pauta atual na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), seria a solução mais adequada para o problema? O sistema penitenciário brasileiro está preparado para receber um considerável numero de jovens infratores?
Os defensores da redução da maioridade penal têm seus argumentos pautados, por exemplo, na capacidade e discernimento que o menor de 18 anos tem para o voto, desta forma, também lhes cabe responder pelos seus atos. Mas, o voto facultativo ao menor de 18 anos, não teria sido uma estratégia plena de caráter politico? Assim como alguns dos ditos “programas sociais” que tem mais a característica de “cabresto” do que gerar melhoria de vida social? Quem pode afirmar que, no geral, os menores de 18 anos têm consciência e discernimento suficiente para escolher o melhor representante? Há de se observar que a legislação não permite que os menores de 18 anos candidatem-se a cargos eletivos, seja ele qual for, são, portanto inelegíveis, o que comprova, por parte do legislador, da não capacidade de discernimento plena.
O que se constata é que há vários casos de pequenos infratores a serviço de adultos que os corrompem. E como fica a situação destes adultos? Não caberia um maior rigor penal pra tal?
O fato é que se não houver uma considerável melhoria com maior rigor e gestão imparcial e competente no sistema penitenciário, de nada vai contribuir aprisionar estes menores. O resultado seria a criação de uma verdadeira “universidade pública” para formação de delinquentes de nível superior, orientados por verdadeiros mestres do crime que residem nos presídios brasileiros. Seria pura ilusão achar que eles, ao termino de suas penas, sairiam prontos pra serem inseridos na sociedade novamente. Mas enquanto o sistema prisional funcionar como uma colônia de férias ou escritório de criminosos, nada mudará. A cadeia bem que poderia ser um lugar em que por quem passasse por ela, nunca mais quisesse voltar.
A redução da maioridade penal é com certeza matéria polemica e cheia de controvérsias, visto que, visa à correção das consequências geradas pelo crime, ao invés de atacar as raízes desse mal que é a criminalidade.
Diante dos fatos ocorridos, percebe-se uma verdadeira pressão por parte de alguns órgãos e entidades, pressionando a Comissão de Constituição e Justiça quanto a não votação pela redução da maioridade, pautada na alegação de inconstitucionalidade, haja vista que os direitos fundamentais, entre eles a inimputabilidade do menor, são considerados cláusula pétrea da Constituição Federal. Sendo assim, não pode sofrer alteração e mesmo que seja aprovada, poderá ser questionada ante o Supremo Tribunal Federal, que, por sua vez, deverá declará-la inconstitucional.

terça-feira, 10 de março de 2015

O TRANSITO E OS CONFLITOS EM IMPERATRIZ


O trânsito prima, geralmente, pela organização, fluindo em faixas de tráfego numa direção particular, com cruzamentos, sinais, faixas de pedestres tudo criado e implantados em lugares devidamente necessário, como também com tempo exato nas paradas de sinais e seqüência em uma mesma rua ou avenida, com limite de velocidade e o bom senso dos transeuntes para que o trânsito possa fluir normalmente.
Em imperatriz com o aumento da frota urbana numa estimativa de 180 mil veículos, entre cadastrados e flutuantes, e o próprio crescimento natural da população, dirigir pelas ruas da cidade, principalmente no grande centro, tem se tornado complicado a cada dia, seja pela imprudência, desorganização, falta de consciência cívica, ruas estreitas, etc.
O município através da secretaria de trânsito, SETRAN, pouco tem feito para a melhoria, tendo em vista, a situação atual. Por outro lado às condições das ruas e avenidas, em termo de infraestrutura, pouco contribui para tal.
O contingente de agentes de trânsito não é suficiente para fiscalizar toda a cidade e várias são as infrações cometidas por “motoristas” que acarretam problemas como veículos em fila dupla ou estacionados fora dos limites nas esquinas impedindo a visibilidade de quem trafega nas outras vias provocando acidentes e congestionamentos.
A população clama por melhoria mais quase nunca faz a sua parte. Os proprietários de lojas por sua vez reclamam da falta de estacionamento para os clientes, no entanto, não há por parte destes a preocupação em oferecer vagas quando vão construir suas unidades comerciais. Chegam ao disparate de reservar vagas pra seus veículos particulares utilizando-se de cones em frente seus estabelecimentos, quando não ocupam com exposição de produtos em bancadas. Vagas estas que poderiam servir aos seus próprios clientes, e quando há tentativa de mudanças por parte do poder público, são os primeiros a reclamar.
Na cidade não há estacionamentos privativos, mas a questão é, quem se atreve a investir? Dispor de terreno pra tal atividade, uma vez que não se vê disciplina e organização? Qualquer um pode estacionar aonde bem entender?
Está dentro da competência do município, a competência de fiscalizar o trânsito, autuar e aplicar as medidas administrativas cabíveis, por infrações de circulação, estacionamento e parada; bem como a implantação, manutenção e operacionalidade do sistema de estacionamento rotativo, que no caso, é uma das coisas que falta em Imperatriz. Não consigo entender o porquê da resistência do Gestor da SETRAN em implantar. O que falta? Recursos? Material? autorização do prefeito? Ou competência técnica? O fato que é que com a implantação do sistema rotativo, ganha os usuários, o comercio, o município com mais uma arrecadação.
O papel do poder público no que concerne a organização de trânsito, dentre outros, é descongestionar, fazer o transito fluir. Desenvolver mecanismos para melhorar e não criar barreiras de retenção do trafego. Nos grandes centros, as administrações, seja em parceria como Estado ou a iniciativa privada, buscam a cada dia na engenharia urbana, meios estratégicos para fazer fluir e reduzir os longos engarrafamentos. Para tanto, é preciso, planejamento, disciplina, organização, tecnologia e tinta.
Mas nem tudo está perdido, diante de tantos pontos negativos, há de se aplaudir algumas ações implementada pela SETRAN, viabilizando o fluxo em algumas ruas, adotando o sistema de mão única e estacionamento de um só lado a exemplo da Santa Tereza, Simplício Moreira, João Lisboa, Santa Tereza, Dorgival Pinheiro de Sousa (Vila Lobão) e Luís Domingues. Outras que deveriam ser adotadas as mesmas regras com urgência seria Ceara, Piauí, Benedito Leite e Dorgival (centro) e outras tantas com a mesma necessidade.
Outra reclamação que a própria população poderia ajudar a solucionar são os abrigos para a espera de ônibus; Todos querem abrigos, porém ninguém quer parada de ônibus em sua porta. 
Se cada um fizer sua parte; poder público, sociedade organizada, iniciativa privada, condutores e pedestres, com consciência e o bom senso, teremos uma Imperatriz mais organizada.            

sexta-feira, 18 de julho de 2014

EXPOIMP....uma derrocada garantida

EXPOIMP nome de referencia como sendo uma das maiores feiras agropecuária do norte nordeste, no período da feira uma semana inteira parecia pouco para eventos. Eram shows da melhor categoria da musica nacional, leiloes, rodeios que atraia peões de todas as regiões do Brasil, torneios leiteiros, parque com brinquedos e a velha e romântica roda gigante com outros atrativos para públicos de todas as idades. Foi um marco que podemos chamar de anos dourados de Imperatriz.
Dentro da estrutura do parque de exposições, tecia-se uma teia de oportunidades de bons negócios para todos, uma vez que o objetivo da EXPOIMP era atrair um público para geração de bons negócios, do pipoqueiro, sorveteiro aos grandes stands faturavam o suficiente para disputar uma vaga de expositor. Numa época de poucos veículos, comparado com a frota atual, havia engarrafamentos gigantescos para uma cidade que nem sequer sabia o que era um congestionamento. Perdia-se horas na fila tanto na via marginal como na BR, mas tudo isso não era incomodo nem um pouco uma população local e regional ansiosa em consumir, passear pelas avenidas do parque, namorar, exibir suas roupas, botas, chapéus, etc. reinava o verdadeiro estilo country e o consumo não se restringia somente ao interior do parque, o período da exposição aquecia o mercado hoteleiro, lojas de roupas das mais sofisticadas as modinhas mais populares, salões de beleza dentre outros seguimentos. Caminhar pelas avenidas do parque era uma verdadeira disputa por espaços. Parecia um formigueiro humano. As administrações eram certeiras nas decisões quanto a programação dos eventos, bons e velhos tempos.
Hoje a realidade é muito diferente, a administração do parque, a cada ano consegue numa perfeita maestria afastar cada vez mais o público. A (des) organização parece ser feita somente para uma minoria, sendo que até aqueles com melhores condições financeiras reclamam. A programação cultural, que outrora gerava grandes expectativas, não tem mais tanta importância, barraqueiros desanimados a cada noite e ao final reclamam de cansaço e pouco lucro. Grandes marcas reclamam de ter noite com apenas 8 pessoas visitando o stand. Por sua vez, os visitantes são extorquidos logo na portaria diante do preço cobrado para acesso ao parque, fazendo com que um pai de família com filhos desista diante do alto valor.
As falhas são muitas e vista por todos, do pequeno ao maior expositor e a mais grave está na gestão de um parque que leva seu legado a base da arrogância e pretensão. Como se não bastasse eleva-se o idealismo ultrapassado com a ideia de que pra alguém ganhar o outro tem que perder, porque o que vale é o lucro desmedido. Não há respeito pelo direito de escolha do consumidor, uma vez que pagou para entrar no parque, sendo submetido a consumir, se assim quiser, uma única marca de bebida pelo simples fato desta marca ser a patrocinadora do evento ou melhor dizendo, ter comprado da administração do parque o direito de monopolizar a venda. E os consumidores, aonde fica a liberdade da livre escolha?

Não sou profeta, mas vamos há uma profecia simples e de fácil visão. Se continuar neste ritmo, com esse ideal egocêntrico, arrogante e ignorante de administração, no máximo em 10 anos, o parque Lourenço Vieira será grande para uma pequena exposição.